Como é ser estrangeira na cidade mais conservadora dos Estados Unidos? Em 2001, aos 15 anos, Fernanda Pessoa foi intercambista em Mesa, Arizona. Quinze anos depois — dois meses antes da eleição de Trump — ela retorna para entender aquele conservadorismo.
Em 2014, um estudo das universidades UCLA e MIT descobriu que Mesa, no Arizona, é a cidade mais conservadora dos Estados Unidos. Essa notícia me afetou pessoalmente: Mesa foi a cidade onde fui estudante de intercâmbio por um ano, quando tinha 15 anos, em 2001.




Em 2014, um estudo das universidades UCLA e MIT descobriu que Mesa, no Arizona, é a cidade mais conservadora dos Estados Unidos. Essa notícia me afetou pessoalmente: Mesa foi a cidade onde fui estudante de intercâmbio por um ano, quando tinha 15 anos, em 2001.
Poucas semanas após minha chegada, ocorreu o ataque às torres gêmeas, e pude acompanhar de dentro o primeiro ano das políticas antiterroristas do governo George W. Bush.
Em setembro de 2016, exatamente 15 anos após minha estadia, retornei com uma pequena equipe para entender o que significa ser a cidade mais conservadora dos EUA — e para ressignificar minha experiência. Reencontrei minha família de acolhimento, meu professor de literatura e o caubói do colégio.
Num contexto mundial de conservadorismo — especialmente no Brasil, que parece querer imitar o modelo americano —, revisitar Mesa me ajudou a entender um pouco mais sobre mim e sobre o momento em que vivemos. — Fernanda Pessoa
