Por sete anos, Aly Muritiba trabalhou em uma prisão, na Equipe Alfa. Depois de estudar cinema, volta ao antigo trabalho para reencontrar os colegas e filmar. Walkiu torna-se chefe da equipe e espera fazer um bom trabalho — mas percebe que suas mãos estão algemadas.
Por sete anos — coincidentemente os anos da minha formação em cinema — trabalhei como agente penitenciário numa prisão brasileira. Integrava a equipe Alfa, formada por 28 homens e mulheres que cumpriam jornada ao lado de 900 detentos.




Por sete anos — coincidentemente os anos da minha formação em cinema — trabalhei como agente penitenciário numa prisão brasileira. Integrava a equipe Alfa, formada por 28 homens e mulheres que cumpriam jornada ao lado de 900 detentos.
Ao longo desses anos passei a perceber o sistema penitenciário como um organismo burocrático vivo, mas acéfalo. Conversando com colegas, todos nós, de alguma maneira, nos sentíamos o braço desse ser vivo. No entanto, eu me sentia um braço algemado.
Em festivais, ao revelar minha profissão “oficial”, notava grande interesse, desconhecimento e preconceito sobre o que se passa dentro de um presídio e sobre quem são os “carcereiros”. A cada conversa, a ideia do filme se tornava mais forte e urgente. — Aly Muritiba
