Ingrid Savoy, uma celebridade prestes a entrar em um reality show, passa seus dias confinada em um quarto de hotel. Entre visões premonitórias, um ataque de paparazzi e atentados anarquistas que rebentam pela cidade, a artista vive a constante iminência de um escândalo.
Apesar da abordagem experimental, a obra se debruça sobre uma tradição da encenação e da palavra — uma herança dramática que extrai do dispositivo essencial da cena, e de sua subversão, suas possibilidades cinematográficas.



Apesar da abordagem experimental, a obra se debruça sobre uma tradição da encenação e da palavra — uma herança dramática que extrai do dispositivo essencial da cena, e de sua subversão, suas possibilidades cinematográficas.
A principal característica da obra é o seu tom anti-naturalista. Não buscamos um realismo na dinâmica da cena, mas um jogo irreverente, uma entonação que revele ambiguidade: estamos entre o patético e o solene, o melodrama e o humor.
A partir desse tom dúbio, o filme reflete sobre a lógica do entretenimento contemporâneo e a relação entre espectador e produto — a natureza do fenômeno da celebridade, ligada diretamente a um imperativo da imagem. — Arthur Tuoto
